Curso FB I - Santíssima Trindade

Aprofundamento da experiência com Trindade Santa por meio da doutrina da Igraja e da oração

Grupo de Oração Shalom!

Venha viver uma experiência com o amor de Deus!

Caminho da Paz

Itinerário Espirital da Comunidade Shalom

12 setembro 2011

A aceitação de si mesmo

É preciso desejar ser santo e reconhecer que não há santidade sem aceitação de si mesmo. As duas atitudes não se opõem. Precisamos reconhecer nossos limites, mas nunca ter face a eles uma atitude resignada ou medíocre, ao contrário, convém ter um desejo de mudança que não seja uma rejeição de nós mesmos.
Para todo esse processo, é necessário suplicar que o Espírito Santo nos dê a graça da aceitação da verdade e da humildade, e isso não é fácil, porque o orgulho e o medo de não ser aceito e a frágil convicção do nosso valor estão muito enraizados em nós. Só o olhar de Deus pode nos curar, porque o Senhor mesmo disse que temos valor aos seus olhos e que Ele nos ama (cf. Is 53,4).Trazemos em nós uma necessidade vital do olhar do outro, seja de um amigo, um parente ou uma autoridade espiritual, mas é certo que o olhar de Deus vale mais que todos os olhares, pois é o olhar do amor e da verdade que há no mais íntimo de nós.
O livro “A volta do Filho Pródigo”, de Henri Nouwen, evidencia a urgente necessidade de um dia em nossa vida termos a experiência de reconhecer que a nossa verdade está estampada nos olhos de Deus:“Por muito tempo eu achei que era uma espécie de virtude ter baixa auto-estima. Fui tantas vezes prevenido contra o orgulho e a presunção que acabei achando que era bom me depreciar. Mas agora compreendo que o verdadeiro pecado é negar o amor primeiro de Deus por mim e ignorar a bondade original. Porque sem reivindicar esse primeiro amor e essa bondade original, perco contato com o meu verdadeiro eu e enveredo, entre pessoas e lugares errados, numa busca destrutiva pelo que só pode ser achado na casa de meu Pai" [1].


[1] Nouwen, Henri. A volta do filho pródigo. 4ªed. São Paulo: Paulinas, 1998, p. 117.

por Márcia Fernanda Moreno dos Santos

04 setembro 2011

Escolher o Belo

Com a massa das ofertas que têm comprometido de forma sutil a nossa capacidade de avaliar o bem verdadeiro e escolhê-lo, temos entrado – com a mesma sutileza com que somos atingidos – numa grande crise de apreciação. A velocidade e o volume do que nos é apresentado e a “multidão” das facilidades têm imposto aos nossos sentidos a busca da felicidade a qualquer preço, sem perder um segundo; e temos sofrido um “assalto à nossa liberdade”. Em que sentido?
O Catecismo da Igreja Católica ensina: “Enquanto não se tiver fixado definitivamente em seu bem último, que é Deus, a liberdade comporta a possibilidade de escolher o bem e o mal” (Cat, 1732) e ainda: “É falso pretender que o homem, sujeito à liberdade, baste a si mesmo, tendo por fim a satisfação de seu próprio interesse no gozo dos bens terrenos” (Cat, 1740).
O que a Igreja quer nos advertir com essas palavras? Que não somos obrigados a decidir pelas conveniências da atualidade que pressionam os nossos sentidos, mesmo quando o nosso coração humano apela pela felicidade. Existem, de fato, muitas ânsias dentro de nós e é bastante compreensível os nossos entusiasmos diante do fácil, entretanto, nem tudo deve ser permitido pelo fato de ser compreensível. Exatamente pelo dom da liberdade que trazemos, devemos avaliar, ver se o que escolhemos não mina necessariamente esse dom precioso, a fim de que o apelo que nos libera não se torne nossa prisão.
Têm-se feito várias reflexões sobre a gravidade e os efeitos dos antivalores, mas o enfoque urgente deve ser a necessidade da experiência com o Belo e o Bem verdadeiro.
É muito válido termos a consciência e a percepção das “vantagens” que impõem aos nossos sentidos uma escolha imediata do que, muitas vezes, compromete de maneira nociva a realização do nosso coração humano. Existe um imediatismo tragando de nós aquela pausa salutar que nos permite ver, apreciar e julgar o bem em questão; não é apenas a consciência da gravidade que nos faz recuar diante dos antivalores, mas uma proximidade com o Belo é que pode nos fazer escolher, além de identificar o bem verdadeiro.
Sendo Cristo o Belo e o Bem por excelência, já não podemos acomodar nossas escolhas aos ritmos da cultura, da moda e de toda e qualquer linguagem de felicidade que não seja Ele mesmo a referência, porque tudo aquilo que não nos direciona a este fim compromete gravemente nossa liberdade: “A liberdade alcança sua perfeição quando está ordenada para Deus” (Cat, 1731). Tudo aquilo que nos lança nesse imediatismo entorpece nossa capacidade de identificar e reagir àquilo que é mal e só a experiência de trazer os sentimentos de Cristo pode filtrar e definir em nós o que nos torna verdadeiramente livres.
A ênfase dessa questão não é a definição exata da liberdade, mas a necessidade da experiência com o Bem que nos imprime os valores sólidos que devem ser base das nossas escolhas e presidir a nossa apreciação. O problema deixa de ser o volume e a velocidade do que nos incute os ritmos da cultura, da moda, da mídia em geral, e vem a ser a gravidade de uma consciência embotada, que por isso urge em retornar ao que é belo e bom em definitivo. Não se trata de uma culpa isolada dos antivalores, mas de uma responsabilidade individual e comunitária de examinar onde estão firmados os nossos critérios, quais são suas referências.
Agora ou nunca
Estamos todos sob a ordem do “agora ou nunca” de uma avalanche de toda espécie de valores, no entanto, se estivermos sob o escudo de preferirmos Deus a tudo, a liberdade será preservada e autêntica, uma vez instruídos pelo que de fato é Belo e Bom. Tudo aquilo que contraria a finalidade da nossa existência que é ser para Deus não pode sob nenhuma circunstância ser nomeado liberdade e hesitar à ordem do “seja livre para escolher” não nos torna menos livres, ainda que fiquemos, por preferir a Deus, sem um lugar no mundo.
Temos alegado sede de felicidade ao gastar nossos ânimos no que tem nos lançado tão longe dela, sem dar-nos conta de que o problema da felicidade, hoje, é também ignorar seu Autor verdadeiro.

Meyr Andrade de Sousa
Missionária da Comunidade Católica Shalom

21 agosto 2011

Um convite para você.



Nós estamos nos reunindo na rua Manoel Porto, 628, Santa Rosa. Próximo ao Ginásio Poliesportivo O Meninão. As nossas reuniões são aos sábados às 16e00hs.
Todas as 3ªs sextas-feiras de cada mês realizamos uma ½ vigília, das 19hs às 23hs na capela da Comunidade Obra Nova, Centro.

Será uma alegria termos você conosco!

No Shalom do Pai!

Gustavo e Roberta

(83)8758-5254

Ivan e Val
(83) 8762-1148