Curso FB I - Santíssima Trindade

Aprofundamento da experiência com Trindade Santa por meio da doutrina da Igraja e da oração

Grupo de Oração Shalom!

Venha viver uma experiência com o amor de Deus!

Caminho da Paz

Itinerário Espirital da Comunidade Shalom

07 fevereiro 2014

1ª Vigília da Obra Shalom de Campina Grande

Olá irmãos,

Com grande alegria no Senhor, realizaremos no próximo sábado, dia 08/02/2014, a primeira vigília da Obra Shalom Campina Grande.

Queremos convidar todos para participarem desse momento histórico de nossa caminhada.

Nos reuniremos na Capela de Cristo Rei, no bairro de Santa Cruz em Campina Grande, a partir das 22 horas e permaneceremos na presença do Senhor em oração até 6 horas da manhã.

Shalom!


05 fevereiro 2014

Papa se encontrará com a Renovação Carismática

A Renovação Carismática (RC), que acaba de encerrar na cidade de Fiuggi a sua VIII Assembléia
Nacional na Itália (24 a 26 janeiro de 2014), anunciou que o papa Francisco participará da XXXVII Convocação da Renovação, em Roma, no Estádio Olímpico, nos dias 1º e 2 de junho, com o tema “Arrependei-vos! Acreditai! Recebei o Espírito Santo! (cf. At 2, 38-40) – Por uma Igreja ‘em partida’ missionária”.

Os membros da Renovação Carismática se enchem de gratidão diante desta notícia extraordinária, oficializada pela Secretaria de Estado do Vaticano ao presidente da RC. Já é grande a mobilização inclusive de sacerdotes e fiéis leigos que não são membros da Renovação e que, agradecidos pela oportunidade, desejam participar desse grande evento de oração e de evangelização organizado pela Renovação em resposta ao desejo do papa Francisco de colocar a Igreja “em partida” missionária para testemunhar a alegria do evangelho.

A presença do papa Francisco em uma Convocação do Movimento será um fato histórico, sem precedentes na história da Renovação. E acontece no ano em que, ao transferir este evento eclesial da Feira de Rimini para o Estádio de Roma, a RC deseja enfatizar a sua vontade de apoiar o Santo Padre na obra de “renovação eclesial”, inserindo a sua própria experiência espiritual ainda mais no coração da Igreja e no serviço ao mundo, com base nas diretrizes que o pontífice expressou eloquentemente na exortação Evangelii Gaudium.

Também será a primeira vez que o papa Francisco entra em um dos “areópagos” do nosso tempo, em um dos marcos da capital [italiana], para se unir aos 50.000 fiéis esperados, que virão de toda a Itália e do mundo.

Além da presença especial do Santo Padre, muitos convidados relevantes para a história e para a vida do Movimento já confirmaram a sua participação na Convocação de Roma: o cardeal Angelo Comastri, vigário do papa para a Cidade do Vaticano; o cardeal Agostino Vallini, vigário do papa para a Diocese de Roma; o cardeal Rylko, presidente do Pontifício Conselho para os Leigos; o pe. Raniero Cantalamessa, pregador da Casa Pontifícia e “embaixador” da Renovação no mundo; a Sra. Briege McKenna, religiosa comprometida no ministério da cura; o pe. Kevin Scallon, do ministério da cura; Ralph Martin, testemunha das origens da Renovação e conhecido pelo seu ministério da pregação; Patty Gallagher Mansfield, testemunha das origens da Renovação e do ministério de intercessão; Michelle Moran, presidente do ICCRS (International Catholic Charismatic Renewal Services); Gilberto Gomes Barbosa, presidente da CFCCCF (Catholic Fraternity of Charismatic Covenant Communities and Fellowships).

Salvatore Martinez , presidente da RC, comentou sobre o evento: “A notícia da presença do Santo Padre na Convocação da Renovação me suscita a gratidão amorosa de um filho que vê o cuidado, o afeto, a força, a liberdade do pai. Por ocasião da minha audiência privada com o papa Francisco, em 9 de setembro, considerando as atividades do Movimento, nós falamos sobre a nossa Convocação. O papa estava informado e manifestou a vontade de participar”.

“A notícia ficou em segredo até a véspera de Natal, quando recebemos a comunicação oficial da Secretaria de Estado. Hoje tornamos o anúncio público, juntamente com o programa extraordinário da Convocação. É importante lembrar que, desde o início do seu pontificado, e agora através do documento programático para a Igreja, a exortação Evangelii Gaudium, o papa Francisco evoca a alegria da experiência de Cristo vivo, a beleza da oração de adoração, de intercessão e de louvor, o primado da graça no povo de Deus, a força espiritual que emana no anúncio kerigmático. São estes elementos que estruturam o caminho da Renovação Carismática, que significam a sua história e novidade há mais de 45 anos. O papa está bem ciente , pois acompanhou a Renovação na Argentina como representante do episcopado”.

Martinez conclui: “Com toda a humildade, queremos nos tornar, ainda mais, uma realização dos desejos do coração do papa em vista de uma nova evangelização, a serviço das nossas igrejas locais e por uma nova presença dos cristãos no mundo. A Convocação, além disso, cairá nos dias da vigília de Pentecostes, de modo que gostaríamos de fazer do Estádio Olímpico de Roma um grande ‘cenáculo a céu aberto’ para invocar uma nova efusão do Espírito. Preparemo-nos, portanto, com grande cuidado para este evento especial da graça, em que daremos grande destaque aos doentes, aos pobres, aos jovens, às famílias, convidando todos para participar”.

Fonte: http://www.comshalom.org/papa-se-encontrara-com-renovacao-carismatica/
 

31 janeiro 2014

Por que o celibato do sacerdote?

Jesus Cristo é o verdadeiro sacerdote e foi celibatário; então, a Igreja vê Nele o Modelo do verdadeiro sacerdote que, pelo celibato se conforma ao grande Sacerdote. Jesus deixou claro a sua aprovação e recomendação ao celibato para os sacerdotes, quando disse: “Porque há eunucos que o são desde o ventre de suas mães, há eunucos tornados tais pelas mãos dos homens e há eunucos que a si mesmos se fizeram eunucos por amor do Reino dos céus. Quem puder compreender, compreenda.” (Mateus 19,12)

Nisto Cristo está dizendo que os sacerdotes devem assumir o celibato, como Ele o fez, “por amor ao Reino de Deus”. O  sacerdote deve ficar livre dos pesados encargos de manter uma família, educar filhos, trabalhar para manter o lar; podendo assim dedicar-se totalmente ao Reino de Deus. É por isso que desde o ano 306, no Concilio de Elvira, na Espanha, o celibato se estendeu por todo o Ocidente, até que em 1123 o Concílio universal de Latrão I o tornou obrigatório.

É preciso dizer que a Igreja não impõe a celibato a ninguém; ele deve ser assumido livremente, e com alegria, por aqueles que têm essa vocação especial de entregar-se totalmente ao serviço de Deus e da Igreja. É uma graça especial que Deus concede aos chamados ao sacerdócio e à vida religiosa. Assim, o celibato é um sinal claro da verdadeira vocação sacerdotal.

No inicio do Cristianismo a grandeza do celibato sacerdotal ainda não era possível; por isso São Paulo escreve a Timóteo, que S. Paulo colocou como bispo de Éfeso, dizendo: “O epíscopo ou presbítero deve ser esposo de uma só mulher” (1Tm 3, 2). Estaria, por isto, o padre hoje obrigado a casar-se? Não. O Apóstolo tinha em vista uma comunidade situada em Éfeso cujos membros se converteram em idade adulta, com muitos já casados. Dentre esses o Apóstolo deseja que sejam escolhidos para o sacerdócio homens casados (evitando os viúvos recasados). Já no ano 56, São Paulo, que optou pelo celibato,  escrevia aos fiéis de Corinto (1Cor 7,25-35) enfatizando o valor do celibato: “Aos solteiros e às viúvas digo que lhes é bom se permanecessem como eu. Mas se não podem guardar a continência que se casem”. (1Cor 7,8). “Não estás ligado a uma mulher? Não procures mulher”. O Apóstolo se refere às preocupações ligadas ao casamento (orçamento, salário, educação dos filhos…). E Paulo enfatiza:

“Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma a mulher não casada e a  virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura como agradar ao marido”. “Procede bem aquele que casa sua virgem; aquele que não a casa, procede melhor ainda” (1Cor 7, 38). A virgindade consagrada e o celibato não tinham valor nem para o judeu nem para o pagão. Eles brotam da consciência de que o Reino já chegou com Jesus Cristo.

O último Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia, confirmou o celibato e o Papa Emérito Bento XVI expressou isso na Exortação Apostólica pos-sinodal, “Sacramentum Caritatis”, de 22 fev 2007. Disse o Papa Emérito:

“Os padres sinodais quiseram sublinhar como o sacerdócio ministerial requer, através da ordenação, a plena configuração a Cristo… é necessário reiterar o sentido profundo do celibato sacerdotal, justamente considerado uma riqueza inestimável e confirmado também pela prática oriental de escolher os bispos apenas de entre aqueles que vivem no celibato (…) Com efeito, nesta opção do sacerdote encontram expressão peculiar a dedicação que o conforma a Cristo e a oferta exclusiva de si mesmo pelo Reino de Deus. O fato de o próprio Cristo, eterno sacerdote, ter vivido a sua missão até ao sacrifício da cruz no estado de virgindade constitui o ponto seguro de referência para perceber o sentido da tradição da Igreja Latina a tal respeito. Assim, não é suficiente compreender o celibato sacerdotal em termos meramente funcionais; na realidade, constitui uma especial conformação ao estilo de vida do próprio Cristo. Antes de mais, semelhante opção é esponsal: a identificação com o coração de Cristo Esposo que dá a vida pela sua Esposa. Em sintonia com a grande tradição eclesial, com o Concílio Vaticano II e com os Sumos Pontífices  meus predecessores, corroboro a beleza e a importância duma vida sacerdotal vivida no celibato como sinal expressivo de dedicação total e exclusiva a Cristo, à Igreja e ao Reino de Deus, e, consequentemente, confirmo a sua obrigatoriedade para a tradição latina. O celibato sacerdotal, vivido com maturidade, alegria e dedicação, é uma bênção enorme para a Igreja e para a própria sociedade.” (n.24)

O Mahatma Ghandi, hindu, tinha grande apreço pelo celibato. Ele disse:   “Não tenham receio de que o celibato leve à extinção da raça humana. O resultado mais lógico será a transferência da nossa humanidade para um plano mais alto… “Vocês erram não reconhecendo o valor do celibato: eu penso que é exatamente graças ao celibato dos seus sacerdotes que a Igreja católica romana continua sempre vigorosa”. (Tomás Tochi, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed.  Mundo 3, SP, pp. 105ss,1974)

Alguns querem culpar o celibato pelos erros de uma minoria de padres que se desviam do caminho de Deus. A queda desses padres no pecado não é por culpa do celibato, e sim por falta de vocação, oração, zelo apostólico, mortificação, etc; tanto assim que a maioria vive na castidade e por uma longa vida. Quantos e quantos padres e bispos vivendo em paz e já com seus cabelos brancos!

O casamento poderia trazer muitas dificuldades aos sacerdotes. Não nos iludamos, casados, eles teriam todos os problemas que os leigos têm, quando se casam. O primeiro é encontrar, antes do diaconato, uma mulher cristã exemplar que aceite as muitas limitações que qualquer sacerdote tem em seu ministério. Essa mulher e mãe teria de ficar muito tempo sozinha com os filhos. Depois, os padres casados teriam de trabalhar e ter uma profissão, como os pastores protestantes, para manter a família. Quantos filhos teria? Certamente não todos que talvez desejasse. Teria certamente que fazer o controle da natalidade pelo método natural Billings, que exige disciplina. A esposa aceitaria isso?

Além disso, podemos imaginar como seria nocivo para a Igreja e para os fiéis o contra-testemunho de um padre que por ventura se tornasse infiel à esposa e mãe dos seus filhos! Mais ainda, na vida conjugal não há segredos entre marido e mulher. Será que os fiéis teriam a necessária confiança no absoluto sigilo das confissões e aconselhamentos com o padre casado?

Tudo isso, mas principalmente a sua conformação a Jesus Cristo, dedicado total e exclusivamente ao Reino de Deus, valoriza o celibato sacerdotal.

 Formação Abril 2012

Fonte: http://www.comshalom.org/por-que-o-celibato-do-sacerdote/