12 agosto 2012

Pais, pais e Pai

pais
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   Nunca se ouve dizer tantas coisas belas sobre a paternidade quanto nos primeiros dias do mês de Agosto. Isso não é fatalidade, deve-se ao fato de, no segundo domingo, a data está alocada à celebração do dia dos pais. Embora não seja a mesma em todos os países, o comércio, sobretudo, busca firmar e propagar o dia no intento de incrementar as vendas.
Fato é que no decorrer das outras semanas do ano, a figura paterna perde, cada vez mais, seu vislumbre, empalidece e quase chega a fenecer. Na biogenética, por exemplo, estudos e experiências a cerca da geração de uma nova vida, a largos passos e em grande escala prescinde do pai para fecundar uma nova vida, esse não passa de um reprodutor, cujo sêmen é catalogado, congelado e usufruído.
De outro lado, um feminismo exacerbado levanta a bandeira da total independência da mulher ao homem. A complementaridade existente entre ambos é desconsiderada ou negada. Iniciaram uma guerra entre os sexos quando, na verdade, se deveria promover a reconciliação entre ambos.
Ainda é fruto de um feminismo indiscriminado a apresentação da figura masculina e paterna de uma forma abobalhada e inconsistente. Homer de The Simpsons é só uma, entre outras caricaturas empobrecidas da mentalidade vigente sobre a figura paterna. O personagem não passa de um bobão, epulão e mandrião. Uma péssima referência para o filho, da família estadunidense, Bart, que segue a mesma linha. No entanto, a personagem feminina, a filha mais nova do casal, Maggie, é mais inteligente, esperta e interessante do que o próprio pai.
Na vida real alguns dados alarmantes e preocupantes eivam a imagem do que venha a ser um verdadeiro pai. Pessoas como Fritzl, pai australiano que manteve a filha em cárcere por vinte e quatro anos, ou tantos outros envolvidos no abominável crime da pedofilia mitigam a essência e o real valor do pai, na unidade familiar.
Contudo é preciso destacar os homens que assumem com seriedade sua missão de pai. Estes compreendem que não são meros provedores das necessidades materiais da família, isto é, apenas, uma de suas responsabilidades. Sua presença evoca proteção e segurança aos filhos. Junto à esposa, qual timoneiro deve conduzir a barca de sua família, que singra no mar revolto das dificuldades do dia a dia, a um porto seguro.
Comemorar o dia dos pais vai além de dar presentes. Deveria, antes de tudo, ser um dia de alegria, gratidão e reconciliação para com aquele que foi indispensável na geração de uma vida. Estes, perto ou distantes são carentes da presença filial, mesmo que não transpareçam. Os gestos de afeto podem sim, nesta data, serem capazes de descongelar um rio de mágoa congelado e tantos outros possíveis traumas.
Deste modo não estaremos, apenas, contribuindo com o crescimento econômico, por ocasião do dia festivo, mas estaremos forjando um mundo novo que nasce conseqüentemente de relacionamentos novos, pautados no entendimento, diálogo e acolhimento mútuos. Nesta perspectiva podemos desejar felizes e sem receio um verdadeiro e feliz, dia dos pais!


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por Vanderlúcio Souza, Bacharel em Filosofia, Missionário da Comunidade Católica Shalom ,
Reações:

2 comentários:

  1. Isso é muito interessante. Precisamos não só volorizar a figura do pai como também da mãe e filhos. Assim daremos continuidade nesta instituição chamada família. Onde santanás tenta minar de qualquer maneira.

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  2. Muito legal. Que Deus abençoe cada vez mais nossas famílias.

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