06 maio 2013

Moysés Azevedo às famílias: não se isolem, tenham coragem e fé

A vocação da família é ser espelho da comunhão do amor divino. Para cumprir essa missão é necessário ter coragem e fé para optar sempre por promover a felicidade do outro e não centralizar-se nos próprios problemas. Essa foi a mensagem deixada ontem pelo fundador da Comunidade Católica Shalom, Moysés Azevedo, durante palestra no Congresso Nacional das Famílias, realizado de 3 a 5 de maio, em Fortaleza. Moysés abordou a frase do Evangelho de São João que foi o tema do evento neste ano: “Se creres, verás a glória de Deus”.

Cerca de 1600 pessoas vindas de vários estados, especialmente da região Nordeste, participaram do evento. “Acredito que há coisas que Deus só fala e opera em nós quando estamos juntos”, afirmou Moysés. Na manhã de domingo, o Centro de Convenções de Fortaleza mais lembrava um parque onde famílias com bebês acomodavam-se livremente para ouvir a palestra e crianças brincavam em um espaço a parte, dentro do auditório.

“É essência do cristianismo a comunhão. A família, que é imagem da Trindade e igreja doméstica, não verá a obra de Deus acontecer se insistir em viver isolada. Mas, à medida que se dispõe a viver em comunhão com Cristo, com a comunidade e a Igreja, encontra a autêntica identidade do ‘ser família”, explicou.

“Recusem-se a se isolar, a ficar voltados para si mesmo, para os desafios. Lembrem-se: a superação das circunstâncias da vida pessoal, familiar, profissional e educacional estará na comunhão que vocês terão entre si e com a obra de Deus. Nela, encontrarão a força do amor de Deus. Isolar-se é se afastar do grupo de oração, da Igreja, é voltar-se para si mesmo, cercar-se dos próprios problemas, sem reconhecer que a solução deles passa pelo olhar para Deus e para a vida comum. Esse olhar nos dá força para construir a nossa família segundo a verdadeira identidade dela”.

Segundo Moysés, o “mundo” está empreendendo uma contínua doutrinação contra a família. Aqui, ele se refere ao mundo que foi construído pela mão dos homens feridos pelo pecado, pelo demônio, que incitou o homem ao pecado original. É o mundo cujos valores e mentalidades corrompem e são contrárias ao Evangelho e à felicidade plena do homem:

“O Papa Francisco gosta muito de falar sobre o mundanismo, que é o conjunto de valores que estão contra o Evangelho. Você vai encontrá-lo em conversas, na televisão, na internet, muitas vezes no pensamento dos intelectuais e, o que é pior, dentro de você. É uma questão de salvação identificarmos esses valores que se fazem de exaltadores do homem mas que, na verdade, o destroem”.

Moysés destacou a finalidade da existência humana, dos estados de vida e das vocações: o Amor. Para acreditar na única verdade é necessária a fé. “O homem foi criado para o amor, quem foge disso vive na infelicidade. Não é o sacrifício pelo sacrifício, é por amor ser capaz de se sacrificar. Quando o mundo diz que o sacerdócio, o celibato e a família estão falidos, está querendo dizer que o homem é incapaz de amar, negando, assim, sua identidade mais profunda. Está dizendo que você é um bicho. Mas a Igreja diz que somos capazes de amar, de gerar e educar muitos filhos, de nos dedicar à evangelização”, concluiu.

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