Curso FB I - Santíssima Trindade

Aprofundamento da experiência com Trindade Santa por meio da doutrina da Igraja e da oração

Grupo de Oração Shalom!

Venha viver uma experiência com o amor de Deus!

Caminho da Paz

Itinerário Espirital da Comunidade Shalom

06 abril 2012

Um pouco sobre nossos baluartes

SÃO FRANCISCO DE ASSIS

O Shalom é uma vocação com sua espiritualidade própria, com características específicas, que recebe muita influência da vocação franciscana.

Ao avaliarmos a ação de S. Francisco na Igreja, vemos que ela foi muito forte. No momento em que a Igreja vivia uma etapa difícil em sua caminhada, o Senhor fez surgir um homem como S. Francisco, com uma missão muito especial, como uma testemunha viva do amor de Deus para a sua Igreja. Para se ter uma idéia, já fazem aproximadamente 800 anos que S. Francisco viveu na Igreja e ainda hoje ele exerce uma influência muito forte dentro dela.

Essa mesma influência nós trazemos dentro da nossa espiritualidade, quando, por exemplo, no começo da nossa caminhada na fé, ainda nos grupos de oração de jovens, nós fomos conduzidos pelo Espírito a ler livros da vida de S. Francisco e tudo aquilo foi falando muito de perto ao nosso coração no mesmo apelo que S. Francisco tinha de se consagrar inteiramente a Deus, de se entregar inteiramente a Ele, de ter uma relação íntima no louvor, no despojamento.

Assim Deus começou a gerar em nós uma vocação própria, com características que agiram na vocação de S.Francisco, na missão específica que Francisco tinha no mundo. Então, seguindo mais ou menos essa história e de maneira especial ao livro "Irmão de Assis" do Frei Inácio Larrañaga, que despertou em nós a atenção para os ensinos e para o seu testemunho no meio do mundo e no meio da Igreja, assim podemos dizer que trazemos uma semente de S. Francisco dentro do nosso coração como vocação, como comunidade.




SANTA TEREZA D'AVILA


» Amor Esponsal

Em toda a história da Comunidade Shalom, Santa Teresa D’Ávila, assim como São Francisco de Assis, foram exemplos de firmeza, perseverança, doação e de um profundo Amor Esponsal por Jesus Cristo.
Na comunidade, a espiritualidade do Amor Esponsal é fomentada pelo estudo de suas vidas, buscando através deles vivenciar, dentro de nossa vocação, o amor que ardia em seus corações.
Santa Teresa foi um dos caminhos que o Senhor nos deu a seguir. Com ela aprendemos que o caminho de oração, de intimidade com o Senhor, de união íntima com o Amado, é caminho também para nossas almas. Por isto que nós, que temos a vocação Shalom, temos que ter a plena convicção de esta é uma vocação que é fundamentada na oração. É ai que está a fonte para o desabrochar e o amadurecer deste Amor Esponsal.

» Pobreza

A obediência é a fonte de pobreza, como firma Santa Teresa D’Ávila: “Ela é um autêntico caminho de perfeição”. Na obediência aos que tem autoridade sobre nós encontraremos a porta para a humildade, o desapego e a pobreza em todos os seus aspectos.
Santa Teresa nos diz que precisamos do poder de Jesus para dar a vitória Àquele que verdadeiramente nos pode fazer felizes, para que possamos chamar de prazer, conforto, descanso ao que verdadeiramente o é.
(Trechos retirados do livro "Escritos – Comunidade Católica Shalom"
Edições Shalom, 2006)

31 março 2012

Semana Santa


Seguir Jesus é estar disposto a transformar o mundo.
Cada um de nós tem lá suas ideias a respeito de como deve se apresentar e como deve ser tratada uma pessoa importante. Acabamos projetando em Jesus essas concepções. É natural! Faz parte da nossa maneira de entender a vida. Por isso, quando se faz um filme da vida de Cristo, tudo é muito bonito e respeitoso. Até a crucificação é filmada com certa grandiosidade, colorido e iluminação adequada, para solenizar o momento sagrado.
Será que já nos demos conta de que os últimos dias da vida de Jesus não foram exatamente assim? Conseguimos imaginar o Senhor sendo torturado numa delegacia de hoje, sem cenário solene, tratado como “Zé-ninguém”, na crueza do dia a dia da violência humana? Entre a entrada festiva como rei em Jerusalém e o deboche da flagelação e da coroação de espinhos e da inscrição na cruz (Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus), somos levados a pensar: Que tipo de rei o povo queria? E que tipo de rei Jesus, de fato, foi?

O povo ansiava por um Messias, mas cada um o imaginava de um jeito: poderia ser um rei, um guerreiro forte que expulsasse os romanos, um “ungido de Deus”, capaz de resolver tudo com grandes milagres. É verdade que havia também textos que falavam do Messias sofredor, que iria carregar os pecados do povo. Mas essa ideia tão estranha não tinha assim muito apelo. Talvez o povo pensasse como muita gente de hoje: “De sofredor já basta eu! Quero alguém que saiba vencer”.

Deus, como de costume, exagera na surpresa. O Messias, além de não vir alardeando poder, entra na fila dos condenados. Para quem não olhasse a história com os olhos de hoje, não haveria muita diferença entre as três cruzes no alto do Monte Calvário. O processo, a condenação e a execução de Nosso Senhor Jesus Cristo foram uma grande coleção de desrespeitos aos direitos humanos. O julgamento foi rápido, sem provas suficientes, sem direito de defesa. A tortura precede a morte, e a humilhação faz parte da pena.

Como logo depois vem a ressurreição, ascensão, glória etc... esquecemos depressa a imagem de Jesus como servo indefeso, como um judeu sem importância a quem as autoridades mandaram para a morte com aquele pouco caso com que costumam, tantas vezes, ser tratados até hoje os direitos dos pobres, especialmente, quando estes são acusados de algum delito, falso ou verdadeiro. “Este homem era realmente o Filho de Deus”. Esta é a conclusão do centurião que comandou a crucificação. Isso sabemos nós hoje, à distância de mais de dois mil anos, acostumados a honrar Jesus de todas as formas.

Que estranho rei e Filho de Deus é esse que se submete à tortura, que se deixa confundir com os dois ladrões que morrem a Seu lado? Percebemos que Deus está assumindo aí todos os nossos pecados e todas as nossas tragédias? Que está participando do destino de todos os que sofrem, inocentes e culpados? Quem está tomando posição diante da dor humana?

Não basta trazer flores para o crucifixo, louvar a Cristo com ramos bentos, fazer questão de ser chamado de cristão. Será que Jesus se contenta com isso tudo se não tivermos solidariedade com aqueles que hoje são companheiros de cruz de Nosso Senhor e nossos ritos não traduzirem nossa fé?

Estamos já no século XXI. São dois milênios em que nos acostumamos com o Cristo aclamado, nos habituamos com o símbolo da cruz, oramos ao Cristo poderoso nas necessidades. Será que não está na hora de perceber e viver melhor o apelo que nos vem do Filho de Deus, que aceitou ser um judeu sem defesa, a quem os poderosos trataram como um malfeitor?

Precisamos ser, como Jesus, uma Igreja servidora, missionária, evangelizadora e solidária com os que sofrem, compassiva com os caídos, disposta a transformar a injustiça do mundo, confiando mais na força do amor do que no poder.
Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo emérito de Juiz de Fora (MG)


09 março 2012

A Comunidade Católica Shalom completará 30 anos de ação evangelizadora neste ano de 2012. Foram muitos bons momentos, e estes dão motivos de sobra para comemorarmos.

Dentre as graças que Deus nos deu nestes anos, celebraremos o Reconhecimento Pontifício de nossa comunidade como Associação Privada Internacional de Fiéis que aconteceu no dia 22 de fevereiro de 2007.

Queremos bendizer a Deus por Sua manifestação em nossa história nestes 30 anos que nos possibilitou estarmos hoje presentes em mais de 50 dioceses, no Brasil e em outros países, com mais de 5.000 irmãos da Comunidade de Vida e de Aliança à serviço da Igreja.
É juntos, como comunidade, com toda a Igreja, aos pés de Pedro que, para comemorarmos tantas graças, a comunidade Shalom convida você a ir conosco à Roma de 07 a 16 de maio para a Celebração dos seus 30 anos, na expectativa de recebermos os nossos Estatutos Definitivos.

Para maiores informações, visite: www.comshalom.org