Curso FB I - Santíssima Trindade

Aprofundamento da experiência com Trindade Santa por meio da doutrina da Igraja e da oração

Grupo de Oração Shalom!

Venha viver uma experiência com o amor de Deus!

Caminho da Paz

Itinerário Espirital da Comunidade Shalom

13 agosto 2013

Se nos amamos e vamos nos casar, por que não podemos ter relações sexuais?

“A relação sexual dentro do matrimônio defende a integridade do amor: seja a dos cônjuges entre si, seja o amor deles para com o fruto natural do matrimônio: o filho”

Por Pe. Anderson Alves

Essa é uma pergunta que alguns namorados cristãos comprometidos se fazem. Se eles sentem um amor real, por que não podem expressá-lo num gesto de intimidade que poderia ajudar a crescer o afeto entre os dois?

Se a união corporal será comum dentro de pouco tempo, por que não iniciá-la quando o amor parece já ser maduro?

Certamente, a maioria dos cristãos aceita que uma relação realizada por pessoas que mal se conhecem é irresponsável e pecaminosa. Mas não seria exagerado dizer o mesmo do ato realizado por namorados sinceros, fiéis e que estão (quase) decididos a se casar?

Para responder a essa questão é preciso lembrar que a Igreja não tem autoridade para mudar o que Deus revelou. A Palavra de Deus é sempre viva e eficaz, é uma luz que guia nossos passos. E ela ensina:

“O corpo não é para a fornicação, e sim para o Senhor, e o Senhor é para o corpo”; “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo”[1].

Esses textos expressam o valor altíssimo do corpo humano, que é templo do Espírito Santo, e não algo que possa ser usado ou abusado. E a fornicação (ato sexual fora do casamento) é um ato pecaminoso, porque reduz o valor do corpo humano ao de uma coisa, a algo utilizável.

As relações sexuais não são meros atos físicos, mas devem ser expressão de algo mais profundo: a doação total e incondicional de uma pessoa a outra. E essa doação é real e se concretiza com o pacto matrimonial. Por isso, o ato sexual é bom quando busca o bem do casal e está aberto à transmissão da vida[2]. Esses são os dois fins do matrimônio.

Mas como aceitar isso nos nossos dias? Há algum motivo racional que poderia convencer-nos da verdade desses ensinamentos?

Cremos que há vários motivos. Apresentamos agora alguns.

1. A relação sexual dentro do matrimônio defende especialmente a mulher e o possível fruto dessa relação: o filho. Se a geração de um filho se dá antes do matrimônio, o que geralmente ocorre? Esse novo ser passa a ser visto mais como um problema do que como um dom. Pois a concepção de um filho não obriga ao homem (o pai) a se casar. Se o pai é reto e tem um sentido apurado de justiça, manterá suas obrigações financeiras para com esse filho e para com a mulher. Mas isso não basta para a criança. Cada filho tem o direito de nascer dentro de um matrimônio sólido, no qual os pais busquem a felicidade juntos. Dentro do matrimônio, o filho é seu fruto natural, está protegido social e juridicamente e é naturalmente visto como um dom, e não como um fruto indesejável;

2. Em geral, quem vive a castidade no namoro terá menos dificuldades de viver a fidelidade ao matrimônio. Hoje em dia, o “permissivismo” moral é grande. A “educação sexual” transmitida pelos meios de comunicação e, às vezes, pelas escolas, diz somente: “faça o que você quiser, desde que seja com preservativos e escondido dos seus pais”.

Para vencer nesse ambiente hostil e irresponsável é necessária uma verdadeira educação à castidade, que é a proteção do amor autêntico. E o período de namoro serve para isso: para que o casal cresça no conhecimento mútuo, elabore projetos comuns e adquira virtudes indispensáveis para a vida matrimonial. Se o casal vive bem esse período, sem chegar a ter intimidades próprias da vida matrimonial, passará por uma verdadeira escola de castidade e de fidelidade.

Constatamos que pecar contra a castidade antes do matrimônio é tão fácil quanto pecar contra a fidelidade dentro dele. Assim, estará mais preparado para viver a fidelidade quem se preparou bem antes, vivendo a castidade no namoro;

3. O amor matrimonial não se reduz a um exercício físico, mas é a comunhão total de vida.Certa vez, disse Chesterton: «Em tudo que vale a pena, até em cada prazer, há um ponto de dor ou tédio que deve ser preservado, para que o prazer possa reviver e durar. A alegria da batalha vem depois do primeiro medo da morte; a alegria em ler Virgílio vem depois do tédio de aprendê-lo; o brilho no banhista vem depois do choque gelado do banho do mar; e o sucesso do casamento vem depois da decepção com a lua-de-mel»[3].

O que diz esse autor, que foi um homem bem casado por muitos anos, é uma verdade comprovável. O prazer do ato sexual certamente existe, mas não é tudo na vida matrimonial. O ato sexual é, como todo ato humano, sempre ambíguo, pois ao mesmo tempo em que realiza quem o faz, causa certa frustração, porque o coração humano é feito para o infinito e não se contenta com atos singulares. Todo jovem deve reconhecer isso, que faz parte de todo processo de maturação, e o ideal é que isso ocorra dentro do matrimônio. Só quem supera a “decepção” inicial pode ser feliz no matrimônio, pois a felicidade vem de Deus, do amor fiel e responsável renovado diariamente em atos de doação mútua. O amor não é o mesmo que o prazer, mas é uma entrega voluntária e fiel, que supera todas as dificuldades.

4. Boa parte dos casais que fazem planos sérios de casamento acabam por se separar antes que isso se realize. Nem o namoro e nem o noivado dão ao casal o mesmo nível de comprometimento um com o outro que só dá o matrimônio. Por isso, quem tem relações sexuais antes do casamento corre o sério risco de se entregar a alguém com quem, ao fim, não se unirá sacramentalmente. E tal pecado sempre marca profundamente a alma e traz sérias consequências (principalmente afetivas), ainda que seja plenamente perdoado por Deus após uma boa Confissão.

Nos tempos atuais as pessoas “usam” o sexo como se fosse um jogo. E o que ocorre? Cada vez menos pessoas adquirem a capacidade de fazer escolhas definitivas, cada vez menos pessoas se casam. O ato matrimonial, ao qual Deus quis unir um prazer sensível, deve produzir um prazer superior, de natureza espiritual: a alegria de saber que se está cumprindo a vontade de Deus. E o ato de gerar um filho é algo de milagroso, no qual se dá a união das partes materiais provenientes dos pais e a criação de uma nova alma humana, diretamente por Deus. O prazer que os pais têm ao saber que estão colaborando com Deus é algo único.

A resposta à pergunta diz, portanto, que o amor não é somente um sentimento vago, nem mesmo se reduz ao prazer. Mas é algo bem prático e exigente, que implica a vontade concreta de colaborar com os planos de Deus, que concebeu o ato matrimonial como a expressão perfeita de uma doação integral de duas pessoas, um homem e uma mulher, colaborando assim com a mesma obra criadora de Deus.

[1] I Cor. 6,13 e 18; cfr.: Tob. 4,13; At, 21,25; Ef. 5,3.
[2] Cfr. Catecismo da Igreja Católica, § 2361-2363.
[3] Chesterton, O que há de errado no mundo, EditoraEcclesiae,Campinas2012.

09 agosto 2013

Conhecendo um pouco mais da espirituralidade do Carisma Shalom: Amor Esponsal

O Precioso segredo do Amor Esponsal

Existe um amor que sobrepuja todos os outros, de beleza indescritível, forte e dominante, que o autor

Em nossa mente fria e calculista, é mais fácil compreender que Ele tenha vindo como Redentor, porque nós, criaturas corrompidas pelo pecado, precisamos de um Redentor, e é natural que lhe agradeçamos por isto. Sabemos, também, que Ele veio como médico para curar as enfermidades da nossa alma e do nosso corpo. Revelou-se, ainda, como o Rei dos reis, o Senhor de todas as hostes de querubins e de bilhões de anjos, o Soberano, vestido de majestade e poder divino, cujo mandato demônios fogem e as forças da natureza se submetem. Por todas estas coisas os povos de todos os tempos têm feito ouvir a sua gratidão, sua adoração, louvor e honra a Jesus, seu Redentor, Salvador, Senhor e Rei.

Fica além de nossa compreenção, porém, que Ele queira ser não apenas Rei, Senhor, Redentor e Salvador, mas Esposo de almas tão pecadoras. Está além da nossa imaginação que Ele mesmo queira atar os elos de amor com a alma ferida pelo pecado, como fazia com Israel, o seu povo escolhido, ao dizer: "Eu te desposarei para sempre, eu te desposarei na justiça e no direito, no amor e na ternura. Eu te desposarei na fidelidade" (Os 2, 21-22). Jesus, o Cordeiro, quer unir-se à sua Esposa, à Noiva do Cordeiro. Ele quer firmar os laços de amor com cada uma daquelas almas por quem Ele se entregou. Este elo, no entanto, pressupõe amor total e mútuo.

Aquele que nos amou e nos ama tanto, quer possuir-nos completamente, e agora o seu amor pede que nos rendamos a Ele, junto com tudo que somos e temos, para que Ele possa ser o nosso "primeiro amor". Se lhe oferecermos algo menor do que este "primeiro amor", que comporta dar-se inteiramente, se lhe oferecermos algo secundário e não o amor que tem prioridade sobre todos os outros interesses da nossa vida, Ele não o poderá aceitar. Enquanto o nosso amor por Ele estiver dividido, enquanto permanecermos presos às criaturas, Ele não compreenderá nossa linguagem, uma vez que o único amor que Ele entende é aquele que se entrega plenamente, sem medidas, até a última consequência.

O amor que o Amado espera de sua esposa é aquele representado pelo relacionamento de uma noiva com seu noivo, isto é, um amor afetivo, atencioso, fiel, terno. Um amor exclusivo, que coloca o Amado sobre todos os outros amores e interesses, que lhe dá o primeiro lugar e que está sempre em busca de demonstrar este amor com incansáveis manifestações de carinho e afeto.

Jesus tem o direito de fazer essa exigência, porque não há outro como Ele. Ninguém é tão cheio de glória, de beleza real, de semblante encantador, como Ele. Ninguém deu a vida por nós, a não ser Ele. Seu amor é tão dominante, tão carinhoso, tão íntimo, tão vivo e forte, que nenhum outro amor lhe pode ser comparado. Ninguém ama tão exclusivamente e se dá com tanta fidelidade e cuidado como Jesus. Ele sabe o que nos pode condecer com o seu amor, ele sabe como pode tornar feliz uma alma humana, e é por isso que Ele tem mil vezes mais direito para dizer: "Quero tudo, quero seu corpo e seu afeto, quero seu sorriso e sua vida, quero todo o seu amor, quero o seu primeiro amor, pelo qual você deixaria para trás todas as criaturas e coisas terrenas, da mesma forma que uma noiva deixa de lado todos os outros desejos, o amor e o conforto da casa paterna, e se for necessário, sua terra natal, para unir-se completamente ao seu esposo".

Jesus, em seu amor por nós, mostra-nos o caminho, o mesmo que Ele mostrou ao jovem rico. Para alcançar o bem precioso do amor esponsal, da união íntima com o Amado, da vida eterna, é preciso vender alguma coisa, ceder alguma coisa, na realidade é necessário vender tudo. Isto é inevitável, porque o amor divino é amor total, não se entrega pela metade, se entrega até a morte.

O jovem rico saiu triste porque possuia muitos bens, seu coração era pesado e por mais que fosse "obediente" aos mandamentos, nele não existia espaço para o amor, que é uma realidade exigente. E até hoje, nós que cremos somos, muitas vezes, tristonhos e deprimidos, incapazes de conhecer a Sua grande alegria, porque nosso apego às coisas terrenas, às pessoas, à honra, à nós mesmos, impede que amemos a Jesus com um amor total. Pois o Noivo é dono de toda a alegria, pois foi ungido com o óleo da felicidade como nenhum outro (Cf. Sl 45,7).

Jesus está diante de nós como alguém que suplica. Ele exige o nosso amor, quer ter domínio total sobre nós. Quer receber de nós o amor que na cruz nos deu. Não porque o seu amor não seja gratuito, mas porque sabe que nada pode nos dar mais felicidade que amá-lo dessa forma. Uma noiva não sente-se feliz e realizada ao render-se completamente, entregando seu corpo e sua vida, àquele que ama ? Então, como não se sentirá uma alma que se deu completamente a este Amor que queima até as entranhas e que é mais forte que a morte ? Seu amor é zeloso, porque é imenso e muito forte (cf. Ex 34, 14).

Possessão divina - que expressão bendita ! Deus tomou posse de mim, dominou-me por completo, conquistou-me por inteiro, amando-me tanto que não se deu por satisfeito até que eu me desse total e completamente a Ele. Pode existir felicidade maior que esta ? A Amado do cânticos dos cânticos não teme em afirmar que não, uma vez que "os amores" do Amado são mais deliciosos que o vinho dos prazeres.

Sou Vossa
Santa Teresa de Jesus

Vossa sou, para Vós nasci,
Que quereis fazer de mim?
Soberana Majestade,
Eterna Sabedoria,
Bondade tão boa para a minha alma,
Vós, Deus, Alteza, Ser Único, Bondade,
Olhai para a minha baixeza,
Para mim que hoje Vos canto o meu amor.
Que quereis fazer de mim?
Vossa sou, pois me criastes,
Vossa, pois me resgatastes,
Vossa, pois me suportais,
Vossa, pois me chamastes,
Vossa, pois me esperais,
Vossa pois não estou perdida,
Que quereis fazer de mim?
Que quereis então,
Senhor tão bom,
que faça tão vil servidor?
Que missão destes a este escravo pecador?
Eis-me aqui, meu doce amor,
Meu doce amor, eis-me aqui.
Que quereis fazer de mim?
Eis o meu coração,
que coloco em Vossas mãos,
com o meu corpo, minha vida, minha alma,
minhas entranhas e todo o meu amor.
Doce Esposo, meu Redentor,
para ser Vossa, me ofereci,
que quereis fazer de mim?
Dai-me a morte, dai-me a vida,
a saúde ou a doença
dai-me honra ou desonra
a guerra, ou a maior paz,
a fraqueza ou a paz plena,
a tudo isso, digo sim:
Que quereis fazer de mim?
Vossa sou, para Vós nasci,
Que quereis fazer de mim?
de Cântico dos cânticos louva: "Quão formosa e quão aprasível és, ó amor em delícias" (Cant 7, 7). É este o amor que Jesus concede à alma esposa, e é este o amor da alma sincera por Jesus. É inacreditável e maravilhoso que haja tal amor, que Jesus possa nos amar tanto!

07 agosto 2013

Dom Aldo, arcebispo da Paraíba, anuncia processo de beatificação de Zilda Arns

Olá irmãos,

A médica pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann, fundadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da

O processo de beatificação e canonização será iniciado em 2015, cinco anos após sua morte no terremoto do Haiti, anunciou o arcebispo da Paraíba, dom Aldo di Cillo Pagotto, presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, durante comemoração dos 30 anos de criação da entidade.

"Começaremos então a coletar os testemunhos, que são imensos, casos de salvação de vidas e também todos os ensinamentos e práticas da doutora Zilda", disse dom Aldo. Para ele, o "pleito terá fácil aprovação".
Pessoa Idosa, poderá ser mais uma santa brasileira.

Para o arcebispo da Paraíba, o que importa é "o gesto de valorização e de reconhecimento de todas as virtudes da médica, além do legado deixado para as pastorais". D. Aldo lembrou que Zilda concorreu ao Prêmio Nobel da Paz, "o que já é um reconhecimento de dimensão universal".

Zilda morreu aos 75 anos, no dia 12 de janeiro de 2010, sob os escombros de um prédio, enquanto fazia uma palestra para voluntários e colaboradores da Pastoral da Criança, em Porto Príncipe. Viúva de Aloysio Neumann, deixou quatro filhos e dez netos.

Outros dois filhos morreram - Marcelo, recém-nascido, e Sílvia, aos 30 anos. Era a 12ª de 13 irmãos, sete mulheres e seis homens, entre eles o cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".