30 agosto 2013

Moysés Azevedo na Assembleia Geral: “O maior instrumento de renovação da Igreja é uma vida que se deixa transformar”

Exame de consciência e confiança na misericórdia de Deus foram as propostas apresentadas pelo fundador da Comunidade Shalom, Moysés Azevedo, na Assembleia Geral Ordinária da Comunidade. Ontem, durante pregação, ele exortou os 157 missionários participantes do evento a “mergulhar em um exame de consciência e deixar que a misericórdia de Deus nos constranja”. Segundo ele, a transformação que a Comunidade, a Igreja e o mundo precisam acontece quando a mudança se dá primeiramente em si próprio, quando se assume a verdade e se acolhe a misericórdia divina.

“Um bom medidor para saber se confiamos na misericórdia de Deus, sem desculpas, é vermos como nos apresentamos como penitentes, quando nos confessamos. A confissão é um encontro com a verdade ou ainda camuflo os pecados, expressando que não confio em Deus e tenho medo de não ser abraçado? Para ser em espírito e em verdade, precisa ser de confiança absoluta. E o termômetro é como eu vou para a confissão. Às vezes, vou para confissão querendo que o padre me ache ‘santinho’, inventando um milhão de pecados ou, do contrário, falo genericamente dos meus pecados, sem confiança. Quando me coloco com sinceridade diante de Deus, ele me surpreende”, afirmou, citando o papa Francisco.

Desde ontem, Moysés Azevedo prega retiro para os participantes. Os dias tem sido vividos em  oração e silêncio, o que busca favorecer a reflexão e o diálogo com Deus. A palestra de ontem abordou “as sete mazelas”, segundo o papa, nas quais o homem corre o risco de cair: comodismo, fascínio pelo provisório, corrupção, mundanismo, carreirismo, imobilismo e pelagianismo (teoria que afirma que o homem é totalmente responsável por sua própria salvação e não necessita da graça de Deus). Moysés apresentou ações que exemplificam esses riscos._MG_5188 (1)

“É bom lembrar as palavras de São Francisco: ‘Irmãos, comecemos tudo de novo, porque até agora pouco ou nada fizemos’. Precisamos ter esse sadio desejo. O maior instrumento de reforma, renovação, no interior da Igreja, sempre foi uma vida que se deixa transformar. Não foram somente planos de mudança”, afirmou.

Segundo ele, o alcance dessa meta é viável, como atestam o pontífice e madre Teresa de Calcutá, cujo estilo de vida tem desencadeado várias mudanças no comportamento de muitas pessoas.

“Antes de perguntarmos onde Deus quer que cheguemos, antes de ouvirmos o que Ele quer nos orientar, para onde nos conduzirá, é importante que Deus nos diga o que quer fazer em cada um de nós! Precisamos da coragem evangélica para escutar Deus falar para mim, para que a mudança aconteça dentro de mim. Se isso [renovação] não começar atingindo a nossa vida, se tornará infrutífero. Para o bem nosso e da Comunidade, permitamos que Deus tire a trave do nosso olho. Finalizo com um apelo: confiança na misericórdia de Deus e esperança, porque Ele nos surpreenderá”, completou.

À noite, houve celebração penitencial. Os participantes pediram a Deus o seu espírito e o seu olhar sobre si mesmos e sobre a Comunidade.  Em seguida, clamaram o perdão divino. Os sacerdotes membros da Assembleia atenderam confissões.

A Assembleia Geral Ordinária é o principal órgão de discernimento da Comunidade Shalom no que diz respeito à sua vida e ação, sendo realizada a cada seis anos. Teve início na segunda-feira, 26, com missa celebrada no centro de evangelização Shalom da Paz, em Fortaleza. Na terça-feira, a programação foi livre durante o dia e oracional à noite, devido ao início do retiro pregado por Moysés Azevedo. Amanhã, o evento segue com a avaliação da atuação da Comunidade desde a última Assembleia.

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